23/01/2012

Para não dizer adeus

Meu reino é o do silêncio, mais
que o das palavras. Nele tudo pode ser dito
e desinventado: as entrelinhas
transbordam dos meus contornos.

Minha alma, guerreira ou mendiga,
inocente menina ou bruxa perversa,
faz dessa teia de caos e luz uma viagem
com sempre um novo ponto de partida.

E desenrola infinitamente o teu nome,
que é todos os nomes, e não é miragem:
Vidaminhavidaminhavidaminha...
(E nunca mais ter de dizer adeus).

Lya Luft

2 comentários:

Luiz Edmundo Germano Alvarenga disse...

A Lya é um fenômeno! Quando ela foi casada com um fraterno amigo, o Helio, convivi muito com ela, e, como eu lhe disse, ela me enfeitiçou irreversivelmente!
òvio que vou compartilhar!!!
Abraço.

Cinema, café e poesia disse...

Ganhei esse livro de uma amiga especilíssima, que sabe o qto admiro a obra da Lya Luft, uma mulher singular que deveria ser lida e revenciada pelos jovens.