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27/04/2011

Amores

"O Céu pode nos dar um conforto celestial - e nenhum outro. E a Terra não pode nos dar conforto terreno algum... Nós fomos feitos para Deus. [...] Quando virmos a face de Deus, nós vamos saber que sempre soubemos. ELE participou de todas as nossas experiências de amor inocente na Terra - ELE as criou, manteve e moveu interiormente cada instante. Tudo que havia de amor verdadeiro nelas sempre foi, mesmo na Terra, bem mais dEle que nosso, e nosso apenas porque dEle. No Céu não haverá dor ou dever de abandonar nossos Amados terrenos. Primeiro, porque já os teremos abandonado, trocado os retratos pelo Original, os riachos pela Fonte, as criaturas que Ele tornou amáveis pelo Amor Absoluto. Segundo, porque encontraremos todos eles Nele. Amando a ELE mais que que a eles (nossos amados), nós os amaremos mais do que amamos hoje. [...] Aqui embaixo tudo é perda e renúncia."
(C. S. Lewis, Os quatro amores, Ed. Martins Fontes)

25/05/2009

Terra das Sombras/Anatomia de uma Dor - C.S.Lewis

Terra das Sombras ( Shadowlands) é um filme britânico de 1993, dirigido por Richard Attenborough, sobre o teólogo, escritor e professor de literatura medieval na Universidade de Oxfor, que conhece e se apaixona pela escritora americana Joy Gresham, divorciada e com dois filhos, um deles é Douglas Gresham (Joseph Mazzello). Joy é uma escritora brilhante e de ineligência excepcional, uma mulher que atravessa o oceano para conhecer o homem que tanto admira. Estrelado por Anthony Hopkins e Derbra Wingers.



"Ao longe, ao luar,
No rio uma vela
Serena a passar,
Que é que me revela? Não sei, mas meu ser
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.
Que angústia me enlaça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
Na noite que fica."
Fernando Pessoa, 5-08-1921

 
Neste relato tocante, o grande teólogo C. S. Lewis mostra seu lado sombrio e amargo, até então desconhecido dos leitores. Apesar de ter escrito anteriormente sobre o sofrimento, é neste livro pungente que suas emoções são colocadas à mostra. Com grande intensidade e sofrimento, o escritor revela seu sentimento de indignação após a perda de sua amada, a escritora Joy Gresham. Até descobrir algo...

"Deus certamente não estava fazendo uma experiência com minha fé nem com meu amor para provar sua qualidade. Ele já os conhecia muito bem. Eu é que não. Nesse julgamento, ele nos faz ocupar o banco dos réus, o banco das testemunhas e o assento do juiz de uma só vez. Ele sempre soube que meu templo era um castelo de cartas. A única forma de fazer-me compreender o fato foi colocá-lo abaixo. Recuperar-se tão cedo? Mas as palavras são ambíguas. Dizer que o paciente está se recuperando depois de uma operação de apendicite é uma coisa; depois de lhe amputarem a perna é outra bem diferente... ou o coto cicatriza ou o homem morre. Se cicatrizar, a dor atroz e contínua cessará. Dentro em pouco ele recobrará a força e será capaz de caminhar com uma perna de pau. Ele “se recuperou”; mas é provável que sinta dores recorrentes no coto por toda a vida e talvez padecimentos bem ruins; ele sempre será um perneta. Dificilmente haverá momento em que se esqueça disso. Tomar banho, vestir-se, sentar-se e levantar-se de novo, até mesmo deitar na cama, tudo será diferente. Seu tipo de vida mudará na totalidade. Todo tipo de prazeres e atividades um dia tão certos deverão ser simplesmente eliminados. Os deveres também. No momento, estou aprendendo a andar com muletas. Talvez em breve me seja dada uma perna de pau; mas jamais serei um bípede de novo.”[1] "




"Na morada de Deus não há pânico" (Ricardo Gondim Rodrigues)



Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o Altíssimo”. – Salmos 46.4

Acostumei-me em minha adolescência com o cenário cinzento das caatingas nordestinas. Na minha terra, o verde do sertão é sazonal. Na maior fatia de tempo, os galhos secos de árvores teimosas, parecem haver sobrevivido a um grande incêndio. O sertão enfeia-se por meses e meses e só se veste de verde quando chove. E chuva é coisa rara no agreste brasileiro. Deve ser essa a explicação por que uma gravura me atraía tanto. Era um quadro de moldura simples que ornamentava uma parede da casa de minha avó. Retratava os sempre viçosos prados alpinos. Eu me fascinava contemplando aquele cenário em que o azul intenso de um céu despido de nuvens, contrastava com o branco das neves e o verde da relva. Recordo-me que entre duas montanhas se aninhava um lago de águas absolutamente tranqüilas. Hoje quando penso em paz, não caço definições em livros filosóficos, basta retornar ao corredor humilde da casa de minha avó e a vejo pendurada por um prego. E todas as vezes que leio o Salmo 46, aquela gravura renasce em minha memória. Neste Salmo o autor cria um clima de enorme confusão, caos e angústia. O mar enfurecido espumeja, as montanhas se desmancham como farinha e os terremotos sacodem tudo. A vida pode se transformar velozmente em anarquia e tudo o que é sólido se desmanchar em nada. Mas há um rio de águas tranqüilas que não semeia turbulência, suas águas plácidas acalmam e inspiram paz. Esse rio brota do lugar onde habita Deus. Sua fonte está em um lugar onde não há pânico, o trono do Altíssimo. O salmista deseja que penduremos essa mensagem bem diante dos nossos olhos, principalmente quando nos falta chão e os redemoinhos nos sugarem para baixo. Não há pânico na casa de Deus, o Altíssimo não se abalou com as tempestades que assolaram a terra. Ao redor de Deus reina um clima de absoluta serenidade. Ele põe fim à guerra, despedaça os instrumentos de morte e destrói os escudos com fogo. Grande é o alívio, quando ele sugere aos espantados: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” – v. 10.
http://www.ricardogondim.com.br/


Minha nota para o filme: *****
Minha nota para o livro, muito sincero: *****
Minha nota para os textos do Gondim: *****


25/07/2008

My Fair Lady (1964), Creme Zabaione

Neste filme, uma refilmagem de "Pigmalião" (1938) baseada na peça teatral de George Bernard Shaw e dirigida George Cukor, Henry Higgins (Rex Harrison, que também interpretava o papel na Broadway), um intelectual e professor de fonética, aposta com o Coronel Hugh Pickering (Wilfrid Hyde-White) que conseguirá, no período máximo de seis meses, transformar Eliza Doolittle (Audrey Hepburn), uma florista que não sabe falar nem se comportar direito, em uma verdadeira dama. O pai de Elisa, Alfred P. Doolittle (Stanley Holloway, que também interpretava o mesmo papel na Broadway), criou-a nas ruas, sem modos e sem instrução, e a tarefa do professor será muito mais difícil do que tinha sido imaginada.
O filme ganhou 8 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Rex Harrison), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia - A Cores, Melhor Figurino - A Cores, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som.
Foi, ainda indicado em outras 4 categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Stnaley Holloway), Melhor Atriz Coadjuvante (Gladys Cooper), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.
Também ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme - Comédia/Musical, Melhor Ator - Comédia/Musical (Rex Harrison) e Melhor Diretor. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Audrey Hepburn) e Melhor Ator Coadjuvante (Stanley Holloway), e ganhou um BAFTA na categora de Melhor Filme, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Ator Britânico (Rex Harrison).

Minha nota: *****


“Não existem pessoas comuns. Você nunca falou com um simples mortal. Nações, culturas, artes, civilizações – essas coisas todas são mortais, e a vida delas está para a nossa como a vida de um mosquito. Mas é com os imortais que brincamos, trabalhamos, casamo-nos; são os imortais que desprezamos e exploramos – horrores imortais ou esplendores eternos. “C. S. Lewis, em “O Peso da Glória”


Revista Claudia, Editora Abril.

08/06/2008

As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian (147 min - 2008)


Um ano depois, os irmãos Lucy (Georgie Henley), Edmund (Skandar Keynes) e Peter (William Moseley) retornam ao mundo de Nárnia, onde já se passaram 1300 anos desde sua última visita e terminou a Era de Ouro de Nárnia. Durante sua ausência Nárnia foi conquistada pelo rei Miraz (Sergio Castellitto), que matou seu irmão, Príncipe Caspian IX e governa os telmarinos sem misericórdia. Os irmãos Pevensie então conhecem Caspian X (Ben Barnes), o príncipe de direito de Nárnia, criado por seu tutor, Dr. Corneliuus, e que precisa se refugiar por ser procurado por Miraz, seu tio. Decididos a destronar Miraz, o grupo parte numa jornada para reencontrar Aslam, que poderá ajudá-los nesta tarefa.

Elenco:

Ben Barnes (Príncipe Caspian X)

Georgie Henley (Lucy Pevensie)

Skandar Keynes (Edmund Pevensie)

William Moseley (Peter/Pedro Pevensie)

Sergio Castellitto (Rei Miraz)

Peter Dinklage (Trumpkin)

Warwick Davis (Nikabrik)

Vincent Grass (Dr. Cornelius)

Pierfrancesco Favino (General Glozelle)

Cornell John (Glenstorm)

Damián Alcázar (Lorde Sopespian)

Alicia Borrachero (Rainha Prunaprismia)

Simón Andreu (Lorde Schythley)

Predrag Bjelac (Lorde Donnon)

David Bowles (Lorde Gregoire)
Juan Diego Montoya Garcia (Lorde Montoya)

Klára Issová (Hag)

Tilda Swinton (Jades, a Feiticeira Branca)

Direção: Andrew Adamson.


Maravilhoso! Minha nota: ****

30/09/2007

As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa...e o manjar turco!


Baseado no livro do teólogo C.S.Lewis, o filme conta a história de Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley), quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena II Guerra Mundial. Eles são mandados pela mãe para a propriedade rural de um professor misterioso, onde costumam brincar de esconde-esconde. Em uma de suas brincadeiras, descobrem um guarda-roupa mágico, que leva quem o atravessa ao mundo mágico de Nárnia. Este novo mundo é habitado por seres estranhos, como centauros, bichos falantes e gigantes, e já foi pacífico, mas hoje vive sob a maldição da Feiticeira Branca, Jadis (Tilda Swinton), que fez com que o local sempre estivesse em um pesado inverno. Com a volta do leão Aslam e sob sua orientação, as crianças decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio de Jadis. Cheio de simbologia, seu significado remete ao Cristianismo e à figura de Jesus.



Edmundo troca sua segurança e de seus irmãos por um prato de manjar turco, então deve ser bom (o manjar!)... Achei esta receita na internet:
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MANJAR TURCO
5 colheres (sopa) de amido de milho
½ xícara de água fria
½ xícara de água quente
2 xícaras de açúcar
½ xícara de suco de laranja
1 colher (chá) de água de rosas (ou suco de limão)
2 xícaras de pistache (ou outro tipo de castanha)
açúcar de confeiteiro
Misture o amido de milho com a água fria. Reserve. Misture a água quente, o açúcar e o suco de laranja. Leve para ferver. Junte o amido de milho dissolvida na água fria e cozinhe em fogo brando por 15 minutos, mexendo sempre. Tire do fogo, junte a água de rosas (ou o suco de limão) e o pistache. Mexa e despeje em fôrma untada com manteiga. Quando esfriar e endurecer, corte em cubos, com uma faca molhada em água quente; passe os cubos pelo açúcar de confeiteiro, de todos os lados.
(Créditos: adorocinema.com, cslewis.drzeus.net)
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Crônicas (7 livros)
O primeiro dos livros que li foi "O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa". Nunca tinha ouvido falar de Lewis, fiquei encantada. Li na seqüência os outros seis: "O sobrinho do Mago", "Príncipe Caspian", "O cavalo e seu menino", "A viagem do Peregrino da Alvorada", "A cadeira de prata" e "A última batalha". Pena que a maior parte dos cristãos desconheçam a grandiosidade deste autor, que também escreveu "Cristianismo Puro e Simples", "Anatomia de uma dor", "Surpreendido pela alegria", "Cartas de um diabo a seu aprendiz", e fiquem lendo "auto-ajuda"...
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Minha nota para o filme: *****
Minha nota para C.S.Lewis e sua obra: *****
Minha nota para os livros: 7 vezes ******