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26/08/2026
17/02/2012
Temas e Voltas
Mas para quê
tanto sofrimento,
se nos céus há o lento
deslizar da noite?
Mas para quê
tanto sofrimento,
se lá fora o vento
é um canto na noite?
Mas para quê
tanto sofrimento,
se agora, ao relento,
cheira a flor da noite?
Mas para quê
tanto sofrimento,
se o meu pensamento
é livre na noite?”
(Manuel Bandeira)
29/11/2009
Cantiga
14/08/2009
SONETO XXVIII

SONETO XXVIII
As minhas cartas! Todas elas frio,
mudo e morto papel! No entanto agora
Lendo-as, entre as mãos trêmulas o fio
da vida eis que retomo hora por hora.
Nesta queria ver-me — era no estio
—Como amiga a seu lado... Nesta implora
Vir e as mãos me tomar... Tão simples! Li-o
E chorei. Nesta diz quanto me adora.
Nesta confiou: sou teu, e empalidece
A tinta no papel, tanto o apertara
Ao meu peito que todo inda estremece!
Mas uma... Ó meu amor, o que me disse
Não digo. Que bem mal me aproveitara,
Se o o que então me disseste eu repetisse...
.
.
Elizabeth Barret Browning
Tradução: Manuel Bandeira
13/08/2009
Sonetos Portugueses XIV (Elizabeth B . Browning)

Ama-me por amor do amor somente.
Não digas: “Amo-a pelo seu olhar,
o seu sorriso, o modo de falar
honesto e brando. Amo-a porque se sente
.
minh’alma em comunhão constantemente
com a sua”. Por que pode mudar
isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
do tempo, ou para ti unicamente.
.Nem me ames pelo pranto que a bondade
de tuas mãos enxuga, pois se em mim
secar, por teu conforto, esta vontade
.
de chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
me hás de querer por toda a eternidade.
.
Elizabeth Barrett Browning
Tradução: Manuel Bandeira
22/06/2009
O anel de vidro

O anel de vidro
Aquele pequenino anel que tu me deste,
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…
Assim também o eterno amor que prometeste,
- Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou,
–Aquele pequenino anel que tu me deste,
– Ai de mim – era vidro e logo se quebrou…
Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo no peito a saudade celeste…
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste…
Manuel Bandeira
11/06/2009

INGÊNUO ENLEIO
Ingênuo enleio de surpresa
Sutil afago em meus sentidos,
Foi para mim tua beleza,
A tua voz nos meus ouvidos.
Ao pé de ti, do mal antigo
Meu triste ser convalesceu.
Então me fiz teu grande amigo,
E teu afeto se me deu.
Mas o teu corpo tinha a graça
Das aves... Musical adejo...
Vela no mar que freme e passa...
E assim nasceu o meu desejo.
Depois, momento por momento,
Eu conheci teu coração.
E se mudou meu sentimento
Em doce e grave adoração...
MANUEL BANDEIRA (Antologia Poética)
01/12/2007
O Expresso Polar
O filme é baseado no romance de Chris Van Allsburg, mesmo autor de ''Jumanji'' e ''Zathura'', e conta a história de um garoto (Tom Hanks) está acordado na véspera de Natal e, apesar de não acreditar mais em Papai Noel, ele espera por algo que faça com que sua crença na figura natalina retorne. De repente ele ouve um grande barulho, vai para fora e então vê à sua frente um gigantesco trem negro com destino ao Pólo Norte, cujo condutor (Tom Hanks) o convida para embarcar. Ele decide seguir viagem junto com outras crianças, e vão conhecer o Bom Velhinho.Tom Hanks interpreta cinco persoangens diferentes, inclusive o garoto.
Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Canção Original ("Believe"), Melhor Som e Melhor Edição de Som. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original ("Believe").
Site Oficial: www.oexpressopolar.com.br
Minha nota: ****
Canto de NatalO nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
(Poesia extraída da "Antologia Poética - Manuel Bandeira", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 2001, pág. 137).
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