01/05/2009

Madrigal


"Madrigal"

“Gosto de falar de amor, do nosso amor,
Retendo em minhas mãos as tuas mãos pequenas,
- quando a tarde no céu põe desmaios de cor
E há no espaço um rumor inaudível de penas...

Gosto de conversar com os teus olhos estranhos
No silêncio feliz de intermináveis idílios
- inebria-me a luz dos teus olhos castanhos
Através do “abat-jour” de seda dos teus cílios...

Gosto de te falar de amor, falar baixinho...
Tudo o que então te digo, a sós, nesses instantes,
E assim como o arrulhar amoroso de um ninho
Ou o rumor de uma fonte em lugares distantes...

Gosto de falar de amor, - sentir que aos poucos
Vamos ficando tontos, sem querer, os dois...
E te ouço a me dizer que não! Que somos loucos!
- e te entregas inteira em meus braços depois...

Gosto de te falar de amor, - pela expressão
De amor que há nos teus olhos quando assim te falo,
- por tudo o que teus gestos pródigos darão
Na embriaguez do segundo eterno em que me calo...

Gosto de te falar de amor, - nesta certeza
De que gostas também que te fale de amor...
- És a terra que vive! – e eu sou a correnteza
Que canta e que fecunda a terra e a enche de flor!”
Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro ”Eterno Motivo”.

30/04/2009

“O que eu amo em você”


“O que eu amo em você”

O que eu amo em você -
é esse seu ar de meiguice,
esse tom de falar com tanta suavidade,
é esse olhar de carinho inundado de luz
e de felicidade...

O que eu amo em você -
são esses olhos mansos,
pedacinhos de um céu todo cheio de luar,
e as suas mãos pequenas como duas conchas
dessas que andam bordando a areia à flor do mar. . .

O que eu amo em você - é essa fragilidade
dos gestos, na inquietude viva do seu ser...
- é essa doçura meiga... esse sorriso brando
que aflora sem querer em seus lábios brincando
sem que eu possa entender...

O que eu amo em você - é essa graça tristonha
que às vezes você põe no que diz ou que faz,
a expressão indecisa e vaga de quem sonha,q
ue me prendeu quase insensivelmente
e não me solta mais...

O que eu amo em você - é essa inquieta beleza
que um momento está viva... e outro instante nublada...
É esse orgulho sutil que a torna ainda mais linda,
é tudo isso afinal, e é muito mais ainda
porque não disse nada...

O que eu amo em você - é essa facilidade
de me contrariar, de fazer quase sempre
aquilo que não quero e que você deseja
sem me magoar sequer,
- é essa maneira sua de pedir, graciosa,é esse poder estranho
- essa atração estranha
de saber ser bonita... e saber ser mulher !”

Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro"Bazar de Ritmos", 1a edição, 1935.

24/04/2009

Cidade dos Anjos (City of Angels, 1998, 114 min)


Uma cirurgiã prática e racional, Maggie (Meg Ryan) fica abalada quando perde um paciente durante uma operação. Um anjo, Seth (Nicolas Cage), que estava na sala de cirurgia, começa a sentir-se atraído e resolve tornar-se visível para ela, a fim de poder encontrá-la frequentemente, o que acaba provocando entre os dois uma atração cada vez maior. Seth não pode sentir calor, nem o vento no rosto, o gosto de uma fruta ou o toque da sua amada, assim ele diz ao s eu amigo Cassiel (Andre Braugher) que vai d eixar de ser imortal para poder amar e ser amado intensamente.

Com direção de Brad Silberling, roteiro de Dana Stevens, baseado em roteiro de Wim Wenders, Peter Handke e Richard Reitinger, foi no filme “Der Himmel über Berlin” (Wings of Desire/Asas do desejo, de 1987). Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Canção Original ("Uninvited") e duas indicações ao Grammy, nas categorias de Melhor Canção Original ("Uninvited") e Melhor Trilha Sonora composta para um filme.




Minha nota: ***

Quando chegares...

Não sei se voltarás

sei que te espero.


Chegues quando chegares,

ainda estarei de pé, mesmo sem dia,

mesmo que seja noite,

ainda estarei de pé.


A gente sempre fica acordado

nessa agonia,

à espera de um amor que acabou sendo fé...


Chegues quando chegares,

se houver tempo, colheremos ainda frutos, como ontem,

a sós;

se for tarde demais, nos deitaremos à sombra

e perguntaremos por nós...

( Poesia de J. G. de Araujo Jorge,
extraído do livro De mãos dadas- 2a edição , 1966 )

21/04/2009

Divã (Brasil, 2009, censura 14 anos)


Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada há 20 anos, com dois filhos e que, aos 40 anos, tem a vida aparentemente estabilizada, mas, ainda assim, procura um analista. Aos poucos, Mercedes descobre facetas que desconhecia, que alteram seu relacionamento com o marido Gustavo (José Mayer), s empre contando com o apoio da amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la. Dirigido por José Alvarenga Jr e baseada em texto de Martha Medeiros.
Minha nota: ****

18/04/2009

A sós


"A Sós..."


A sós
como duas gaivotas
na solidão do céu,
em pleno mar,
sonhando no ar...
A sós
como duas mãos quando se procuram
e se encontram,
sem voz...
Como eu e tu
quando somos nós
a sós...


(Poema de J.G. de Araujo Jorge,extraído do livro A SÓS... , 1958.
Crédito da imagem: www.gettyimages.com

17/04/2009

Amo-te

“Amo-te não só pelo que és,
Mas pelo que sou quando estou ao teu lado...
Amo-te, não só pelo que tens feito de ti,
Mas pelo que tens feito e estás fazendo de mim...
Amo-te, porque não vês em mim, as loucas,
Fracas coisinhas que não podes deixar de observar
E porque trazes à luz do dia tantas belezas
Que ninguém procurara ainda descobrir.
Amo-te porque ajudas-me a construir
Do madeiro de minha vida,
Não uma taberna, mas um templo."
*
Elizabeth Barret Browning

16/04/2009


"Confissão”

Amo-te!
Que bem que esta sinceridade me faz!
Poder dizer-te assim, que te amo!
Com que ternura penso sempre em ti,
com quanto amor o teu amor reclamo!

Vejo-te sempre! Estás no meu café, nos discos
que ouço, estás em toda parte onde estou
- tudo me fala de ti, tudo ao redor
de mim me faz lembrar-te!

O sol queima-me as faces - são teus beijos
que eu sinto, são teus braços, são teus olhos,
- me envolvem transbordantes de desejos!

Amo-te! Com violência e embriaguez,
com carinho, com ciúme, com volúpia,
amo-te, como se ama uma só vez!”

Soneto de Enedina Chiesa Beltrame.
Crédito da imagem: http://www.gettyimages.com

14/04/2009

"Cantiga”



“Cantiga

Vejo teus olhos fechados
e tua respiração.
Enquanto dormes, escrevo,
para que quando acordares
te ofereça esta canção...
Tenho ciúmes do sono
que de mim te leva embora,
tenho ciúmes do sono
que de mim te afasta e leva
por outros mundos afora...
Quisera se leve, leve,
mais leve que esta canção,
para dançar nos teus olhos,
nesse ritmo tão breve
da tua respiração...
Quisera ser pequena,
Tão pequena, que
Chegasse dentro do teu coração...”

Autora desconhecida.


Crédito da imag em : http://www.gettyimages.com

12/04/2009

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge of the River Kwai, 1957)


Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns soldados ingleses tornam-se prisioneiros em um campo de concentração japonês. Este grupo é escolhido pelo chefe do campo para construir uma ponte sobre o rio Kwai. O coronel Nicholson (Alec Guinness), um oficial inglês, planeja a construção para demonstrar a superioridade britânica, mas Shears (William Holden), um americano que é prisioneiro do mesmo campo, planeja a destruição da ponte. Dirigido por David Lean, ganhou 7 Oscars, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Alec Guinness), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Ganhou 3 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator - Drama (Alec Guinness), e, ainda, ganhou 4 prêmios no BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Britânico, Melhor Ator Britânico (Alec Guinness) e Melhor Roteiro Britânico


http://www.youtube.com/watch?v=h8GoP_oY0_s

Minha nota: ****

Bolo com goiabada


Créditos: Claudia Comida e Bebida, Ed. Abril.

11/04/2009

“Não te entendo, coração!”

Mas se não amo, nem posso,
Que pode então isto ser?
Coração, se já morreste,
Porque te sinto bater?
Ai, desconfio que vives
Sem tu nem eu o saber.
Porque a olho quando a vejo?

Porque a vejo sem a olhar?
Porque longe dos meus olhos
Me andam os seus a lembrar?
Porque levo tantas horas
Nela somente a pensar?
Porque tímido lhe falo,

E dantes não era assim?
Porque mal a voz lhe escuto
Não sei o que sinto em mim?
Porque nunca um não me acode
Em tudo que ela diz sim?
Porque estremeço contente

Quando ela me estende a mão,
E se aos outros faz o mesmo
Porque é que não gosto então?
Deveras que não me entendo,
Nem te entendo, coração.
Ou me enganas, ou te engano;
Se isto amor não pode ser,
Não atino, não conheço
Que outro nome possa ter;
Ai, coração, que vivemos
Sem tu nem eu o saber.”

Soneto de João Lemos.

10/04/2009

Bolinhos de arroz


Créditos: Revista Claudia.

09/04/2009

Os embalos de sábado à noite (Saturday Night Fever, 1977, 112 min)


Tony Manero (John Travolta, em plena forma), um jovem do Brooklyn e um excelente dançarino de disco music, só encontra significado enquanto dança, pois o trabalho em uma loja de tintas não o gratifica. Para dançar, ele prepare-ase da melhor forma possível. Sob a influência de seu irmão, um padre frustrado, e de Stephanie (Karen Lynn Gorney), sua parceira de dança, então começa a questionar sua vida e suas perspectivas limitadas, enquanto vive uma crise amorosa, durante os preparativos para participar de um concurso em uma discoteca.

Recebeu uma indicação ao Oscar, de Melhor Ator (John Travolta) e recebeu, ,também, 4 indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia/Musical, Melhor Ator em Comédia/Musical (John Travolta), Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção ("How deep is your love?").

vale a pena ver, nem que seja pelas músicas e danças.



08/04/2009

Salada


Crédito: Claudia Comida e Bebida, Editora Abril.

07/04/2009

"Só"

Só – para além da janela,
nem uma nuvem, nem uma folha amarela
manchando o dia de ouro em pó...
Mas aqui dentro quanta bruma,
quanta folha caindo, uma por uma,
dentro da vida de quem vive só!
Só – palavra fingida,

palavra inútil, pois quem sente
saudade nunca está sozinho, e a gente
tem saudade de tudo nesta vida...De tudo!
De uma espera
por uma tarde azul de Primavera;
de um silêncio, da música de um pé
cantando pela escada;
de um véu erguido, de uma boca abandonada,
de um divã, de um adeus, de uma lágrima até!
No entanto, no momento,

tudo isso passa
na asa do vento,como um simples novelo de fumaça...
E é só depois de velho, uma tarde esquecida,

que a gente se surpreende a resmungar:
“Foi tudo o que vivi de toda a minha vida!”
E começa a chorar.

Guilherme de Almeida

06/04/2009

“Mãos Enlaçadas"


“Mãos Enlaçadas"

Teus cinco dedos, entrelaçados
nos meus cinco dedos,
trocaram confidências e segredos
num doce enlevo esquecidos...
- são teus cinco sentidos
entrelaçadosnos meus cinco sentidos...

Assim, na sombra, de mãos dadas
não te sentes sozinha e eu não me sinto só...
E as nossas mãos unidas,enlaçadas,
parecem nossas vidas
amarradas,num nó...

nessa hora de silêncio em que juntos ficamos,
tu, cheia de meiguice... eu, cheio de carinho,
e em que nada conversamos,
invade-me a impressão,

- de que a minha alma e a tua, bem baixinho
trocam juras de amor, trocam segredos
em teus dedos trançados nos meus dedos,
e em tua mão perdida em minha mão!

Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro “Eterno Motivo”.

05/04/2009

Sê piedoso...

“Sê piedoso ante o dia que surge. Não penses no que será dentro de um ano, de dez anos. Pensa no dia de hoje. Deixa de parte as teorias. Todas as teorias, mesmo as da virtude, são ruins, são tolas, fazem mal. Não violentes a vida. Vive a hora presente. Crê em cada dia. Ama-o, respeita-o, sobretudo não o macules, não o impeças de florescer. Ama-o, mesmo quando ele for cinzento e triste, como o de hoje. Não te preocupes. Vê. É inverno agora. Tudo dorme. A terra boa despertará. Devemos ser como uma terra boa e pacientes como ela. Sê piedoso. Espera. Por que te entristeceres pelo que não podes fazer?”
(Do personagem Gottfried para Jean-Christophe, no livro Jean-Christophe, vol I, do autor Romain Rolland
)

04/04/2009

Salada de tangerina

Créditos: Claudia Comida e Bebida, Editora Abril, abril/2009.

03/04/2009

“O que é o amor?”

Amor é uma das palavras mais mal compreendidas ou desvalorizadas que existe. Hollywood e os romances de hoje transformaram-na em sinônimo de sexo! Mas o amor não é só isso! O amor é uma força tremenda que motivou os atos mais heróicos da história e também criou as vidas mais belas e cativantes do mundo.
Consiste em desejar o bem do outro, empenhando neste desejo o próprio ser. Em outras palavras, é o dar-se do próprio ser para promover o bem maior do outro. Assim, o amor é fundamentalmente desinteressado, representa a maior vitória sobre o egoísmo. É a única força capaz de fazer curvar nobremente o ser livre. O ser livre só se rende dignamente ao gesto de dar-se. Na reciprocidade da doação total se realiza a plenitude do amor. O amor é que nos faz aproximar de outras pessoas, é o vínculo que nos une a outros e a razão pela qual outros nos procuram. O amor, por ser tão sublime, foge praticamente a toda definição. Ele, porém, existe!”

Trecho do livro “Folhas de Outono”, de Fernando Bastos (uma das mais belas páginas do meu caderno de poesia - coisas de adolescente anos70!).

29/03/2009

Acaso

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e uma não substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa só. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada.Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram por acaso. "
Antoine de Saint-Éxupéry

28/03/2009

Os quatro cavaleiros do Apocalipse


Dirigida pelo grande diretor Vincent Minelli.
Minha nota: *** (assisti na minha adolescência, mas ainda me recordo).

26/03/2009

Não passou

Não passou

Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos
-rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta,
passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.

Carlos Drummond de Andrade

23/03/2009

Resíduo

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo

no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.

Oh abre os vidros de loção e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Carlos Drummond de Andrade

22/03/2009

...E o vento levou (Gone With The Wind 1939)

Uma reunião social acontece numa grande plantação na Georgia, Tara, cujo dono é Gerald O'Hara (Thomas Mitchell), um imigrante irlandês. Na mansão está Scarlett (Vivien Leigh), sua bela e teimosa filha adolescente. Os gêmeos Tarleton, Brent (Fred Crane) e Stuart (George Reeves), imploram para serem seus acompanhantes num churrasco, que haverá em Twelve Oaks, uma plantação vizinha. Scarlett flerta com eles enquanto tenta obter informações sobre o homem que ama obsessivamente, Ashley Wilkes (Leslie Howard), o primogênito do patriarca de Twelve Oaks, John Wilkes (Howard C. Hickman). Ela ouve algo que a desagrada muito: Ashley está comprometido, o que depois é confirmado por seu pai. Scarlett acha a vida em Tara monótona, mas seu pai diz que Tara é uma herança inestimável, pois só a terra é um bem que dura para sempre. Ela só pensa em Ashley, assim usa seu mais belo vestido para ir ao churrasco, revelando um inapropriado comportamento para um compromisso diurno, apesar das objeções de Mammy (Hattie McDowell), sua protetora escrava. Em Twelve, Oaks Scarlett é o centro das atenções, em razão dos vários pretendentes que pairam sobre ela, mas nenhum deles é Ashley. Mais tarde, Scarlett ouve os cavalheiros discutindo acaloradamente sobre a guerra eminente que acontecerá entre o Norte e o Sul, crendo que derrotarão em meses os ianques. Só Rhett Buttler (Clarrk Gable), um aventureiro que tem o hábito de ser franco, não concorda com estas declarações movidas mais pelo orgulho do que pela lógica. Ele diz que não há nenhuma fábrica de canhões no sul e afirma que os ianques estão melhor equipados e têm fábricas, estaleiros, minas de carvão e podem matar os sulistas de fome, pois têm o domínio dos portos, enquanto os sulistas só têm algodão, escravos e arrogância. Um jovem, Charles Hamilton (Rand Brooks), sentindo-se insultado, tenta desafiar Rhett para um duelo, mas ele se esquiva, mesmo sabendo que o derrotaria facilmente, e se retira. Ashley tenta ir ao seu encontro para acompanhá-lo, pois Rhett é um convidado, mas é detido por Scarlett, que quer falar com ele. Os dois vão até a biblioteca e ela fala para Ashley que o ama profundamente. Isto só faz ele lhe dizer que está noivo da prima dela, Melanie Hamilton (Olivia de Havilland). Ashley diz que ama Melanie, entretanto admite que ama Scarlett fraternalmente. Ela fica ainda mais irritada e esbofeteia Ashley, que deixa a biblioteca. Ela então lança um vaso contra a lareira e descobre que atrás de um sofá havia uma outra pessoa, Rhett. Quando Scarlett lhe diz que não é um cavalheiro, Rhett retruca dizendo que ela não é uma dama, mas é claro que Rhett ficou atraído pela beleza de Scarlett. Em Twelve Oaks chega um cavaleiro, para dizer que a guerra começou. Os homens exultam e Charles vai dizer a Scarlett que a guerra foi declarada, com todos os homens indo se alistar. Enquanto via Ashley se despedir de Melanie, Scarlett ouve Charles lhe pedir em casamento. Movida pela mágoa, ela aceita e diz que quer casar antes que ele parta. Assim Melanie e Ashley se casam em um dia e no seguinte Scarlett se casa com Charles, apesar de não sentir nenhuma atração ou amor por ele. O que Scarlett desconhecia é que o futuro lhe reservava dias muito mais amargos, pois durante a Guerra Civil Americana várias fortunas e famílias seriam destruídas.
"...E o vento levou" recebeu 10 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Vivien Leigh), Melhor Atriz Coadjuvante (Hattie McDaniel), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia Colorida, Melhor Edição e Melhor Roteiro, além um Oscar honorário para William Cameron Menzies e um Oscar técnico, para Don Musgrave.
Recebeu, ainda, outras 5 indicações ao Oscar: Melhor Ator (Clark Gable), Melhor Atriz Coadjuvante (Olivia de Havilland), Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.
Minha nota: *****

http://www.youtube.com/watch?v=vBRAKnfIO-g


Dois Caminhos...

"Dois Caminhos... "

Eu queria te dar minha emoção mais pura,
associar-te ao meu sonho e dividir contigo
migalha por migalha, o pouco de ventura
que pudesse colher no caminho onde sigo...

E esse estranho desejo em que se desfigura
a palavra de amor e pureza que eu digo,
- e queria te dar essa minha ternura
que às vezes, por trair-se ao teu olhar, maldigo...

Bem que eu quis te ofertar meu destino, meu sonho,
minha vida, e até mesmo esta efêmera glória
que desperdiço a cantar nos versos que componho...

Nada quiseste... E assim, os sonhos que viviam,
se ontem, puderam ser um começo de história,
hoje, são dois caminhos que se distanciam...”

Soneto de J. G. de Araújo Jorge , da coletânea "Meus Sonetos de Amor ", 1a edição,1961.

21/03/2009

“Primeiro Amor”

“Primeiro Amor”

Quando te vi naquela tarde eu era
uma criança, talvez - tinha quinze anos;
- não sabia, da vida, os desenganos
que à nossa frente vão ficando à espera...
Estava no esplendor da primavera
e num mar de ilusões erguia planos...
No peito, não guardava estes profanos
sentimentos, que o mundo aos poucos, gera...
Foi assim que te vi... e então julgava
que a vida era melhor do que eu pensava
e me sentia mais feliz que um rei...
Mas um dia... Não sei por que... Partiste...
- E eu que era alegre, me tornei triste
e a tristeza em meus versos transbordei !”

Poema de J. G. de Araújo Jorge, do livro “Meu céu Interior”, 1934.


"O amor jamais acaba..."

20/03/2009

Rocambole Mesclado


Créditos: Revista Claudia, Ed. Abril.

19/03/2009

"Como eu te amo?"

"Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh'alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.

Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do Sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte."

Elizabeth Barret Browning, tradução de Manuel Bandeira.

18/03/2009

Antes de partir (The Bucket List - 2007, 97 minutos)


Dirigido por Rob Reiner, este filme traz Morgan Freeman como Carter Chambers, um homem negro, casado, pai e avô, e que há 46 anos trabalha como mecânico. Internado num hospital para um tratamento experimental para combater o câncer, ele passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), o solitário e rico empresário dono do próprio hospital e que também está com câncer.Após uma cirurgia, Edward descobre que tem poucos meses de vida, o mesmo acontecendo com Carter. Carter decide escrever a "lista da bota", algo que seu professor de filosofia passou como trabalho muitas décadas atrás, e que consiste em desejos que possam ser realizados antes de sua morte. Então, Edward acrescenta alguns itens à lista e propõe que eles a realizem juntos, viajando pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida.
Minha nota: *****
Site Oficial: www.antesdepartir.com.br

17/03/2009

BALA DE CAFÉ

BALA DE CAFÉ
Ingredientes:

1 copo de café forte
3 copos de açúcar
1 copo de leite
3 colheres (sopa) de mel
1 gema
1 colher (sopa) de margarina
1 colher de farinha de trigo
Modo de preparo:
Misture os ingredientes e leve ao fogo até dar o ponto de bala (ponto de fio). Deixe esfriar e corte em quadradinhos e enrole em papel celofane (somente no dia seguinte).

16/03/2009

O AUTO-RETRATO


No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mário Quintana

14/03/2009

"Olhai os lírios dos campos..."


"Uma noite me disseste que Deus não existia porque em mais de vinte anos de vida não O pudeste encontrar. Pois até nisso se manifesta a magia de Deus. Um ser que existe mas é invisível para uns, mal e mal perceptível para outros e duma nitidez maravilhosa para os que nasceram simples ou adquiriram simplicidade por meio do sofrimento ou duma funda compreensão da vida. Dia virá em que em alguma volta de teu caminho há de encontrar Deus. Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno. Eles se preocupam tanto com Deus como o melhor dos deístas.O argumento mais fraco que tenho contra o ateísmo é que ele é absolutamente inútil e estéril; não constrói nada, não explica nada, não leva a coisa nenhuma.

...

Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época.Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”. Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar. Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade."


Carta de Olívia para Eugênio, personagens de "Olhais os lírios dos campos", de Érico Veríssimo.


"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham, nem fiam. Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles" (Mateus 6:28-29).


Créditos da imagem: http://www.gettyimages.com/

13/03/2009

Cantando na chuva




Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada. (www.adorocinema.com)

http://www.youtube.com/watch?v=rmCpOKtN8ME&feature=related

12/03/2009

Gosto de ti

Gosto de ti apaixonadamente,
De ti que és a vitória, a salvação,
De ti que me trouxeste pela mão
Até ao brilho desta chama quente.

A tua linda voz de água corrente
Ensinou-me a cantar... e essa canção
Foi ritmo nos meus versos de paixão,
Foi graça no meu peito de descrente.

Bordão a amparar minha cegueira,
Da noite negra o mágico farol,
Cravos rubros a arder numa fogueira!

E eu, que era neste mundo uma vencida,
Ergo a cabeça ao alto, encaro o Sol!
- Águia real, apontas-me a subida!

*Florbela Espanca, poetisa portuguesa

11/03/2009

"A vida" /"Arroz Sofisticado" (no microondas)

" A Vida"

Gota d'água transparente
que brilha, cresce...
e que cai!
Assim a vida da gente
que num instante se vai!
A Vida, - mistério vão
sombra agora, depois luz,
- estranho traço de união
ligando um berço... a uma cuz!
A Vida - uma onda que avança
e volta, vai-vem do mar...
Quando vai, quanta esperança!
Quanta amargura, ao voltar!
A Vida - visão fugaz,
praia chã, mar que alteia,
onda que faz e desfazos seus cabelos de areia...
A Vida - ansiosa escalada
sobre a paisagem do mundo
Tanto esforço para nada
se há sempre abismo no fundo!
Às vezes penso que a vida
que há tanta gente a querer
só existe, - indefinida -
pra gente poder morrer...
Ó pobre vida suicida!
Teu destino é uma ironia
se o que chamamos de vida
é um morrer de cada dia!
Numa amizade perdida,
num amor que se desgraça,
a morte desconta a vida
a cada dia que passa!
Há uma ironia, contida
nas contigências da sorte:
- quanto mais se vive a vida
mais se avança para a morte.
Vive a vida bem vivida
e ao mais, esquece e revela,
que a gente leva da vida
a vida que a gente leva...

J.G. de Araujo Jorge (1914 / 1987 ), do livro "Trevo de Quatro Versos", 1a ed. 1964.


06/03/2009

Arroz de forno


Créditos: Malu Receitas.

28/02/2009

25/02/2009

Bombom de café


Ingredientes

• 1 lata de leite condensado
• manteiga para untar
• 300 g de Classic chocolate meio amargo
• 2 colheres (sopa) de licor de cacau
• 2 colheres (sopa) de nescafé tradição
• ½ colher (sopa) de manteiga

Leve ao fogo baixo o Leite Moça com a manteiga, mexendo sempre até obter consistência cremosa.
Dissolva o NESCAFÉ no licor de cacau e junte-os ao creme. Mexa até desprender do fundo da panela. Despeje em um prato untado com manteiga e deixe esfriar. Faça bolinhas e passe-as pelo Chocolate Meio Amargo já temperado adequadamente. Coloque-as sobre papel de alumínio, para secar. Quando estiverem prontas, retire do papel de alumínio, corte as aparas e sirva a seguir.

Se desejar, envolva cada bombom em papel chumbo ou coloque em forminhas decoradas, para presentear.
Fonte: Cozinha Nestlé


Rendimento da Receita:40 bombons
Tempo de preparo da Receita:1 hora

24/02/2009

No ritmo do amor (Love & Dance, Israel, 2006, censura 12 anos)

O garoto Chen está vivendo um grande conflito cultural entre sua mãe russa e seu pai israelita. Ela é culta e gosta das coisas finas da vida, como teatro e jantares. Ele é aparentemente rude, mas no fundo é um homem doce e preocupa-se em fazer de seu filho uma pessoa melhor do que a idealizada pela mãe. Um dia, Chen esbarra numa escola de dança para adolescentes e vê Natalie, uma garota russa por quem se apaixona imediatamente. Seu interesse por ela leva-o a se matricular nas aulas. Por meio da música, ele começa a construir uma ponte entre a divisão cultural de sua família. Direção de Eitan Anner.
Minha nota: ***

23/02/2009

CAFÉ COM SORVETE



CAFÉ COM SORVETE
Ingredientes:

1/4 xícara (chá) de café forte

2 colheres (chá) de açúcar

2 1/2 xícaras (chá) de leite

6 colheres (sopa) de sorvete de baunilha ou de chocolate
Modo de preparo:

Misture o café, o açúcar e o leite e divida o líquido em 2 copos grandes. Coloque 3 colheres (sopa) sorvete em cada copo, misture e sirva com canudinhos.



Love Story (1970)

Um estudante de Direito de Harvard, Oliver Barrett IV (Ryan O'Neal), conhece Jenny Cavilleri (Ali MacGraw), uma estudante pobre de música de Radcliffe, filha de um imigrante italiano. Um rápido envolvimento surge entre eles, e logo decidem casar-se. Porém, Oliver Barrett III (Ray Milland), o pai do jovem, é um multimilionário que não aceita a união e deserda o filho. logo após o casamento, Jenny não consegue engravidar e, ao fazer alguns exames, descobre que está muito doente. Um ícono nos anos 70, foi considerada a mais linda história de amor do cinema.

O filme ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado em outras 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Ryan O'Neal), Melhor Atriz (Ali MacGraw), Melhor Ator Coadjuvante (John Marley) e Melhor Roteiro Original.
Também ganhou 5 Globos de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Atriz - Drama (Ali MacGraw), Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator - Drama (Ryan O'Neal) e Melhor Ator Coadjuvante (John Marley). (http://www.adorocinema.com.br/)

http://www.youtube.com/watch?v=V7676EC06oc&feature=related


16/02/2009

Eu, robô (I, Robot, 2004)


O diretor Alex Proyas, baseado em três histórias do escritor americano Isaac Asimov, conta a história de um futuro próximo (2035), em que o mundo vive dependente de robôs e uma nova geração deles está preste a inundar o mercado. A diferença é que essa nova geração, por algum motivo, tem a opção de não seguir as três regras básicas dos robôs que garantem a segurança dos seres humanos. O detetive Del Spooner (Will Smith) logo vê-se envolvido em uma grande conspiração, na qual os robôs querem exercer superioridade sobre os seres humanos, indo atrás de pistas para tentar provar que está certo, com a ajuda da Dra. Susan Calvin (Bridget Moynahan).
Recebeu uma indicação para o Oscar, na categoria de Melhores Efeitos Especiais.
Minha nota: ****

08/02/2009

Bilhete


Bilhete

O teu vulto ficou na lembrança guardado,
vivo, por muitas horas!... e em meus olhos baços
Fitei-te – como alguém que ansioso e torturado
Tentasse inutilmente reavivar teus traços...

Num relance te vi – depois, quase irritado
Fugi, - e reparei que ao marcar os meus passos
ia a dizer teu nome e a ver por todo lado
o teu vulto... o teu rosto... e o clarão dos teus braços!

Talvez eu faça mal em querer ser sincero,
censurarás – quem sabe? Essa minha ousadia,
e pensarás até que minto, e que exagero...

Ou dirás, que eu falar-te nesse tom, não devo,
que o que escrevo é infantil e absurdo, é fantasia,
e afinal tens razão... nem sei por que te escrevo!


(Poema de J.G. de Araújo Jorge, extraído do livro
"Meu Céu Interior", 1ª edição, setembro,1934.)

04/02/2009

Letra e Música


O decadente astro da música pop Alex Fletcher (Hugh Grant), que fez muito sucesso na década de 80 com sua banda, mas agora apenas apresenta-se no circuito nostálgico de feiras e parques de diversão, depois que seu parceiro e a migo Colin (Scott Porter) o traiu. A chance de mais uma vez fazer sucesso bate à sua porta quando Cora Corman (Haley Bennet), a jovem e atual diva do pop, convida-o para compor uma canção e gravar em dueto. O problema é que Alex não compõe há mais de 10 anos uma canção sequer, além de jamais ter escrito uma letra de música, mas ele encontra em Sophiee Fisher (Drew Barrymore), a encarregada de cuidar das plantas de seu apartamento, uma maneira de terminar a canção.
Site Oficial:
wwws.br.warnerbros.com/musicandlyrics
Minha nota: ****


“TUA CARTA

A carta que escreveste é a oração que repito
Todas as noites, sempre, antes de me deitar,
À hora em que abro a janela ao azul do infinito
E me ausento de tudo... e me esqueço a sonhar ...
Eu, descrente da terra e dos homens descrentes
Mais ainda dos céus, com bem maior razão,
Murmuro a tua carta religiosamente
Pois fiz de teu amor a minha religião ...
Tua carta , nem sei ... releio-a a todo instante
Ela acende em meus olhos tristes alegrias
E me faz esquecer que te encontras distante...
Paradoxos talvez, mentiras !.. Não te esqueço
E toda noite assim (há não sei quantos dias),
Com teu nome em meus lábios ... rezando, adormeço ...”

Poema de J. G . de Araujo Jorge, do livro " AMO ! ".

03/02/2009

O Verbo Amar (J.G.de Araujo Jorge)

O VERBO AMAR

Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...

Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!

(J.G. de Araujo Jorge)